quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

FOREX|EURUSD: Economia Americana se recuperando…

… ou economia Européia enfraquecendo ou nenhum nem outro?

Eu não gosto muito de ater-me às notícias sobre a saúde financeira das economias dos países ou blocos, sou um péssimo analisador fundamentalista.

Embora às vezes até goste de verificar nas notícias aquilo que estou vendo nos gráficos – ou pelo menos acreditando ver.

Estou algum tempo sem escrever, porém não parei de operar e, principalmente, de acompanhar e analisar o mercado, afinal considero que isto é “imprescindível” para quem quer atuar neste, ou em qualquer outro, mercado de risco.

Amigos, tanto este, como tudo o que -- normalmente -- escrevo [principalmente no Blog] sobre analise técnica são frutos dos meus estudos e pesquisas, o qual procuro, estatisticamente, identificar o próximo movimento, não querendo dizer que eu vá acertar, mas mesmo errando elevo-me a um patamar melhor. É o incessante esforço de encontrar as respostas às perguntas que o mercado nos faz.

Muitos amigos sabem que não estou no Brasil há algum tempo, desde novembro que estou na Itália, na realidade fora de São Paulo estou desde setembro, fiz uma escala de dois meses em Fortaleza - na casa do meu filho.

Olhando - neste momento - pela janela estou tendo o prazer de visualizar uma das coisas mais belas [para mim] da na natureza. Está nevando!

Adoro a neve!

Talvez seja isto que tenha me motivado a sentar e escrever post, mas escrever sobre mercado e não sobre a neve, porém [risos] para quem gosta vai uma fotinho [risos novamente].

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Dito isto, recorro aos meus últimos posts sobre o EURUSD, principalmente ao penúltimo – leia aqui, caso se interesse.

Neles tenho comentado sobre a força da pressão vendedora que poderia ocorrer no nível de 1.5000. As últimas semanas serviram para confirmar o fato.

O gráfico [semanal] abaixo fala por si só, clique nele caso deseje ampliar.

Ampliar!

Atualmente a cotação está na região 1.43XX – região esta que corresponde à linha de retração Fibonacci de 61.8%.

Note que coloquei uma linha vermelha no meio do canal de alta, isto facilita a monitoração das barras do gráfico quando a cotação do EURUSD chegar próximo a esta zona. Existe uma forte tendência de esta região exercer uma “ótima” zona de suporte.

Tratando-se de um gráfico semanal necessitaremos de alguns meses de observação para avaliar o que estou expondo.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

FOREX|EURUSD: “Mentee”, ampliando a visão em 1008X

Vamos observar uma coisa interessante.

Temos que procurar adquirir o hábito de olhar vários períodos gráficos, com isto – com o tempo e treino - conseguimos determinar suas tendências [principal, secundária, terciária,…].

Muito importante em suas operações é, – nunca abrir posição contrária à tendência do ativo [ou paridade]. Eu me policio a seguir esta regra e, acredite-me, evito – normalmente - muita dor de cabeça.

Mas o que quero salientar neste post é sobre o movimento descrito em FOREX|EURUSD: “Mentee”, um pouco mais da minha lógica ampliei em 1008X – ou seja – o gráfico era semanal e o transformei em um gráfico de 4 horas. Veja o que ocorreu! Quem realmente exerceu a força de resistência, foi o canal de alta [amarelo] – aquele que desenhei hoje.

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FOREX|EURUSD: “Mentee”, um pouco mais da minha lógica

Normalmente quando fico estudando determinados gráficos, analiso os pormenores e sempre acabo por descobrir algo – que em determinado momento – deixei escapar.

Como sempre, é muito mais fácil visualizar no gráfico, mas vamos a algumas explicações do que anotei nele.

A “seta amarela” mostra o local da interseção de três fatores [ferramentas] que ocorreram. A primeira é a retração de fibonacci [76.4% - azul claro] – a segunda é a “mística” cotação 1.5000 [branco] e por último [terceira] o canal de alta [amarelo] que podemos considerar formado.

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Convém salientar que já estamos a 300 “pips” abaixo de 1.5000.

 

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

FOREX|EURUSD: A “mística” nas cotações 1.5000 e 1.6000

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Do dicionário do Aurélio:- Mística - Crença ou sentimento arraigado de devotamento a uma idéia, causa, clube, etc.

Há quatro dias atrás estava conversando com alguns amigos, sobre o misticismo* que determinadas regiões causam nas formações gráficas.

*Misticismo:- Tendência a considerar a ação de supostas forças espirituais ocultas na natureza, que se manifestam por vias outras que não as da experiência comum ou as da razão.

Semana passada fiquei acompanhando o movimento do EURUSD e de olhos na superação ou não dos 1.5000 – li vários analista comentando que o EURUSD não poderia ultrapassá-lo, pois causaria sérios danos a economia Europeia. Como é possível isto se há questão de um ano a paridade bateu os níveis de 1.6000.

Veja abaixo – o mesmo - gráfico que postei semana passada no Twitter:- http://twitpic.com/ml6f6

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Note que a cotação de 1.5000 está coincidindo com o nível de retração Fibonacci [76.4%] – e, se olhar um pouco para atrás [onde eu começo a marcação da linha horizontal - branca] notamos que já havia uma pista fornecida pelos “Traders” – ela oferece resistência, porém não tem oferecido, até o presente momento, um bom suporte.

Vejamos – abaixo – no gráfico diário como está se portando no momento as cotações - já está abaixo de 1.4800.

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Você acredita em tudo que falei acima?
É um pouco – ou totalmente - estranho, não é mesmo?
Mas se você abrir um pouco a mente e agregar outros fatores importantes, poderá ampliar – ou melhorar - sua percepção de análises gráficas.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Coleção Harvard Business no Submarino

Atualizado em 25/09/2009.
VOLTOU AO VOLOR NORMAL.

Mesmo voltando ao valor de R$ 89,90 está com uma ótima promoção, afinal são 8 volumes de valioso conteúdo.

Está em tempo ainda, aproveite! 

Atualizado em 15/09/2009. 
BAIXOU AINDA MAIS O PREÇO.

Não sei até quando vai durar, mas eles baixaram em mais R$ 10,00 no valor final da Coleção Harvard Business. Estava de R$ 242,00 por R$ 89,90 e agora está por R$ 79,90 – porém não sei até quando irá durar, o Submarino tem estas promoções relâmpagos, é sempre bom ficar atento.

Comprar no Submarino!Ainda bem que o pessoal está atento, o Submarino voltou a vender a Coleção Harvard Business – parece que reestocaram no último dia 23 – afinal esta coleção está vendendo muito bem.

Aproveitem! Compre agora mesmo a Coleção Harvard Business no Submarino.

Atualizado em 20/08/2009.

Eu estava visitando o link da Coleção Harvard Business – notei que as vendas pararam nesta última semana – pois é, esgotou! A Promoção realmente estava muito boa, agora só resta – “por enquanto” – adquirir os livros individualmente.

Compre a Coleção Harvard Business no Submarino!

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  • Formato: Médio
  • Volumes: 8

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fumo aumenta o risco de doença nas pernas

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O cigarro é o fator de risco que mais se relaciona com a doença arterial periférica, caracterizada pela obstrução (por placas de gordura) dos vasos das pernas. Isso é o que mostra uma pesquisa da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que avaliou 407 pacientes acima de 30 anos com fatores de risco para a doença.

Segundo o artigo, o tabagismo aumenta em seis vezes a chance de desenvolver o problema. Outros fatores, como ter sofrido um infarto ou um derrame, elevaram entre duas e três vezes essa possibilidade.

Na mesma pesquisa, a hipertensão teve uma relação mais forte com o aparecimento da doença do que o diabetes. "Provavelmente porque os diabéticos costumam se tratar mais", diz Marilia Panico, chefe da disciplina de angiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj e autora do estudo. "Há muitos hipertensos que nem sabem que têm a doença."

Segundo a cardiologista Márcia Makdisse, gerente-médica do programa de cardiologia do hospital Albert Einstein, e que participou de um estudo epidemiológico sobre a doença concluído no ano passado, a quantidade de cigarros fumados também está diretamente ligada ao maior risco da doença.

A doença arterial periférica é caracterizada pela formação de placas de gordura nos membros inferiores. Por isso, os fatores de risco são similares aos da doença cardiovascular (em que as placas se formam nas artérias do coração), como tabagismo, diabetes, colesterol alto, obesidade e hipertensão.

Sabe-se que apenas 10% dos doentes apresentam o sintoma mais característico da doença -a chamada claudicação intermitente. Trata-se de uma dificuldade ao caminhar caracterizada por uma dor na panturrilha (como se fosse um aperto) que aparece após a pessoa começar a se movimentar. Em repouso, a dor desaparece.

Por isso, a doença costuma ser identificada quando já está em estágio avançado e pode levar a infecções e necrose. Dados anteriores apontam que, para 80% das vítimas que procuram um serviço de emergência por causa da doença, a única saída é a amputação.

Por conta da falta de sintomas claros, principalmente os pacientes considerados de risco, como diabéticos e cardiopatas, devem fazer exames periódicos para afastar o risco da doença. "Nos pacientes com isquemia crítica, em que um machucado poderia levar à amputação, estamos conseguindo evitar a perda do membro com tratamento clínico e mudança de hábitos", diz Panico.

Medição eficaz

A pesquisa também reforça que o índice tornozelo-braquial (a relação entre a pressão medida no braço e a medida na perna) é tão eficaz para detectar a doença quanto métodos mais sofisticados, como o ultrassom.

"O ITB é subutilizado no mundo inteiro e foi sendo substituído por outros métodos", diz Panico. "Ele não mostra o entupimento como o ultrassom, mas mede a quantidade e a velocidade de sangue."

Para chegar a esse índice, basta medir a pressão dos braços e das pernas. Se a diferença entre os valores for maior do que 10%, deve ser um sinal de alerta. "Qualquer médico pode fazer essa medida e deve-se focar nos grupos de risco, que são idosos, diabéticos, tabagistas e pessoas que já sofreram infarto ou derrame", diz Makdisse. Além de servir para diagnosticar a doença arterial periférica, o ITB é um marcador do risco cardiovascular. Estudos mostram que o índice tem relação com a presença de entupimentos em outras regiões, como coronárias e carótidas.

No Brasil, estima-se que a prevalência da doença arterial periférica na população geral esteja entre 10% e 17%. Nos Estados Unidos, estatísticas apontam que há 8 milhões de pessoas com claudicação.

GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo 

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domingo, 20 de setembro de 2009

Genes determinam sexualidade precoce, indica estudo

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Pais ausentes podem esperar, sempre, uma saraivada de tiros. Eles já foram acusados pela emancipação sexual dos filhos, mas agora pesquisadores sugerem que os genes, e não necessariamente a ausência paterna, podem ser o fator principal da manifestação da sexualidade precoce.

Vários estudos têm mostrado que, em famílias nas quais o pai biológico está ausente, crianças atingem maturidade sexual, têm sua primeira experiência com sexo e são mais propensas a se tornarem pais adolescentes.

SXC
Estudo exime a responsabilidade do pai ausente na sexualidade precoce de crianças; outros especialistas discordam do trabalho.

Se não ter um pai por perto é um fator de estresse ou se o fato de uma mãe solteira não conseguir exercer a tarefa de vigilância no lugar de um casal são assuntos muito debatidos.

Jane Mendle, da Universidade de Oregon (EUA), e seus colegas suspeitam que os genes podem desempenhar um papel maior do que o já conhecido. A idade da maturidade sexual e da primeira experiência no assunto é transmitida por genes. Então, a equipe decidiu observar se os familiares de crianças cujos pais são ausentes demonstram tendências genéticas semelhantes.

Na família

Os dados examinados foram coletados em uma pesquisa na qual 1.382 nascidos eram geneticamente relacionados: gêmeos, irmãos ou primos. As mães foram entrevistadas no período compreendido entre 1979 e 1994, em um intervalo de dois em dois anos.

Os filhos também foram entrevistados, quando chegavam aos 14 anos. Dentre as questões propostas, os adolescentes foram questionados no que se refere à primeira relação sexual.

Os pesquisadores observaram que, quanto mais próximas geneticamente as crianças eram, igualmente próximas estavam também na idade da primeira relação sexual, independentemente dos pais ausentes. A genética, eles argumentam, tem mais influência no assunto do que a ausência paterna.

Mendle diz que é possível que os genes responsáveis pela propensão dos homens à ausência paterna também contribuem para a maturação sexual mas nem todos concordam.

Bruce Ellis, da Universidade do Arizona, disse que a pesquisa não leva em conta o ambiente de vivência --já que filhos de irmãs (primos) vivem em casas separadas--, tampouco os genes, uma vez que filhos de irmãs compartilham apenas 12,5% de similaridade genética. Jay Belsky, psicólogo da Universidade de Londres, disse que o trabalho não leva em consideração como os genes e o ambiente trabalham em conjunto.

Mendle concorda que as explicações genéticas e que o ambiente muitas vezes trabalham em conjunto --e acrescenta que os pais responsáveis pela transmissão de determinados traços genéticos também podem transmiti-los socialmente.

da New Scientist

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"Só criatividade livra cosmologia de crise", diz físico

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É comum hoje o discurso de que a era de individualismo na ciência acabou. A figura romântica do astrônomo que passa noites solitárias em claro para elucidar o movimento das estrelas não existe mais. O físico com uma ideia genial fazendo contas isolado num quarto também já era. Agora, dizem, a ciência de ponta só pode avançar com grandes experimentos, telescópios gigantes, colaborações internacionais etc.

Isso tem um fundo de verdade, claro, mas o agigantamento desses projetos não substitui a criatividade na ciência, diz um dos maiores astrofísicos da atualidade: o britânico Simon White. Diretor do Instituto Max Planck de Astrofísica, da Alemanha, ele foi um dos criadores da Simulação do Milênio, projeto que reproduziu o comportamento do Universo em supercomputadores. Suas pesquisas foram citadas em 40 mil artigos científicos -um dos maiores índices dessa área.

White ajudou a demonstrar como a distribuição de galáxias se estrutura num esqueleto de matéria escura -uma matéria que não emite luz nem radiação, mas é muito mais abundante do que a matéria comum.

Divulgação
Astrofísico britânico Simon White, diretor do Instituto Max Planck de Astrofísica, Alemanha, e um dos criadores da Simulação do Milênio.

Apesar de sucessos no passado, White diz temer agora que a cosmologia entre em um beco sem saída teórico. Segundo ele, só uma ideia inovadora poderá tirá-la da situação em que ninguém sabe explicar uma outra entidade: a energia escura, a misteriosa força que faz a expansão do Universo se acelerar.

Sobrenome à parte, a energia escura é bem mais difícil de entender do que a matéria escura. Observações parecem mostrar que ela se comporta como uma entidade chamada constante cosmológica, presente nas equações de Einstein. É a hipótese de que o vácuo tem energia e pressão, por isso impulsiona o o Universo de dentro para fora.

Telescópios gigantes possivelmente confirmarão isso dentro de alguns anos, mas nenhuma teoria explica o que está por trás de uma constante cosmológica. Se ela existe mesmo, por ora, é entendida apenas como um parâmetro numa equação. Para dar um salto de compreensão, diz White, a cosmologia precisa de novas ideias.

*

FOLHA - A Simulação do Milênio terminou em 2005, mas ainda se fala dela. É possível extrair ciência nova do experimento até hoje?

SIMON WHITE - Na última vez que chequei, havia 240 estudos submetidos usando dados da simulação, sete no último mês. Certamente ela ainda não atingiu o fim de sua utilidade. Isso acontece porque nos esforçamos muito para tornar o acesso aos dados aberto a toda a comunidade de astrônomos.

FOLHA - Vocês conseguiram simular bem a distribuição de matéria escura e energia escura?

WHITE - Sim. Tratar a energia e a matéria escuras, na verdade, é mais fácil do que fazer o mesmo com a as partes que podemos ver. A física que afeta a matéria escura e a energia escura nos períodos em que estávamos interessados é apenas a física da gravidade, muito mais simples do que os processos físicos que afetam a matéria ordinária. Esta é sujeita a processos radiativos, de resfriamento...

FOLHA - Como a simulação de um Universo em computador pode render novas ideias?

WHITE - O Universo hoje é muito mais complexo do que quando era jovem, por causa dos objetos que se agregaram e colapsaram. E o processo que forma estrelas e galáxias também é muito mais difícil de calcular matematicamente do que os processos que afetavam o Universo jovem, quando tudo era praticamente uniforme.

Partindo das condições do Universo jovem, o computador faz cálculos para predizer quais tipos de estrutura e objetos existiriam hoje, usando a física que acreditamos ser a mais correta. Podemos então comparar essas simulações com objetos reais do presente e ver onde ela está batendo. Quando falha, sabemos que é para uma parte da física que não tratamos adequadamente ou não compreendemos. É assim que podemos saber quais coisas precisamos compreender melhor.

FOLHA - Como o sr. vê o problema da energia escura? O sr. disse que, se descobrirmos que ela realmente é a constante cosmológica, não será muito entusiasmante.

WHITE - O que podemos dizer, hoje, é que ela se comporta como a constante cosmológica, com uma precisão [margem de erro] de 10%. Mas pode ser que ela seja diferente de uma constante cosmológica por apenas 3%. Então, temos de fazer medições mais precisas. No futuro, se soubermos que ela é uma constante cosmológica, não vamos aprender muita coisa. Não há razão, porém, para acreditar que a diferença seja de 3% ou 5%. Mas também não podemos ter certeza antes de medir. É uma atividade de risco. Você não sabe qual será o resultado, e pode terminar sem saber mais do que sabe hoje.

FOLHA - Se a energia escura for mesmo a constante cosmológica, como físicos vão explicar o que dá origem a ela?

WHITE - Bom, uma das propriedades da mecânica quântica é a postulação de que o vácuo nunca está realmente "vazio". Há sempre partículas que surgem e se aniquilam numa escala extremamente pequena. Uma propriedade que surge daí é que o vácuo pode ter energia. Quando você faz uma tentativa simples de combinar a mecânica quântica com as teorias de Einstein, surge uma constante cosmológica. O problema é que o valor previsto nessa combinação é absurdamente maior do que aquele observado. No momento, ninguém entende de onde vem isso. Há muitas hipóteses, mas não há ainda como avaliar qual é a melhor. Todas são possíveis, mas talvez nenhuma seja plausível.

FOLHA - Por que o sr. compara essa crise à da física no século 19?

WHITE - No século 19, o principal problema dos físicos era entender por que os átomos são estáveis. De acordo com a física tradicional, se você colocasse um elétron girando em torno de um próton, ele deveria perder toda sua energia por meio de radiação e mergulhar no próton. Mas isso não ocorria. O que surgiu como salvação foi a mecânica quântica, uma ideia nova. Talvez estejamos em uma situação como aquela. Precisamos de uma ideia nova. E não é gastando um monte de dinheiro que a conseguiremos.

FOLHA - As observações feitas em supertelescópios então, não resolverão o problema?

WHITE - As observações não vão revelar o que é a energia escura. Se virmos que ela tem um valor diferente da constante cosmológica, saberemos que, o que quer que seja a energia escura, ela varia com o tempo. Aí conheceríamos mais as suas propriedades, mas continuaríamos sem saber o que ela é.

FOLHA - A nova ideia a que o sr. se refere pode surgir de uma única pessoa, um novo Einstein?

WHITE - Ideias sempre saem individualmente de pessoas. Mas pessoas não cultivam ideias em isolamento, elas debatem-nas. Darwin, por exemplo, não foi o único a pensar em evolução. A razão pela qual ele publicou sua teoria foi o fato de Alfred Wallace estar prestes a publicar a mesma ideia. O contexto na época era tal que várias pessoas pensaram naquilo. Isso não foi tão claro no caso da relatividade geral. A ideia de Einstein de que a gravidade surge da geometria do espaço e do tempo era muito original. Não sabemos se outra pessoa poderia conceber a mesma ideia logo.

FOLHA - É disso que o sr. fala quando alerta para o risco de pautar a ciência apenas em projetos de grande escala, nos quais decisões sempre precisam de consenso?

WHITE - O que eu quis apontar foi que as qualidades necessárias para ter sucesso em um grande projeto são muito diferentes das qualidades para ter ideias independentes.

Se você treina pessoas apenas com a perspectiva de participação em grandes projetos, você pode não atrair aqueles que aparecem com as ideias novas. Então, claramente, precisamos das duas coisas.

RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo 

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sábado, 19 de setembro de 2009

Governo chinês prevê milhões de contágios pela gripe no país

 

O governo da China, onde já há 25.731 casos registrados, prevê dezenas de milhões de casos de gripe suína no país com a chegada do frio. A maioria dos casos está em Hong Kong (18.687), embora na China continental já foram registrados 9.103, segundo informou nesta quarta-feira o diário oficial "China Daily".

Paciente transmite gripe suína após dias sem febre, diz pesquisa
Gripe suína mata mais em países pobres, diz diretora da OMS

O subdiretor do escritório de emergências do Ministério da Saúde chinês, Liang Wannian, afirmou que, diante destes dados, o gigante asiático prevê dezenas de milhões de casos nos próximos meses.

Só no último fim de semana se registraram 1.598 novas infecções na China, o que confirma para o Ministério da Saúde uma tendência de alta no número de infecções, indica o jornal.

Do total de mais de 9.000 afetados na China continental, 5.350 se recuperaram, o resto está sob tratamento médico e não se registrou nenhuma morte, segundo dados oficiais, que não incluem a misterioso morte de uma paciente do vírus na ducha de um hospital de Pequim, nem as 13 mortes registradas em Hong Kong.

Em Macau os contagiados são 1.941.

Também o tipo de contágio indica uma expansão do vírus entre a população chinesa com a baixa outonal das temperaturas, já que só 14 dos novos contágios na China continental se produziram por contato com o exterior.

Mais de 60% do total dos casos da nova gripe registrados na China se produziram nas últimas três semanas, o que indica que o surto está aumentando com grande velocidade.

"O crescente número de casos era esperado, já que estamos entrando na estação para esta doença mortal", assinalou Guan Yi, catedrático de microbiologia da Universidade de Hong Kong.

Segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo todo se infectaram mais de 277.600 pessoas, das que 3.200 morreram, com um índice de mortalidade de apenas 1,15%, muito afastado de outras ameaças de pandemia sofridas na Ásia - como a gripe aviária ou a asiática.

China se transformou na semana passada no primeiro país do mundo em iniciar uma campanha de vacinação contra esta pandemia e também tomou medidas inflexíveis como o isolamento de qualquer paciente ou daqueles que tinham mantido contato com infectados, o que provocou críticas de outros países.

da Efe

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Gordura reprograma genes ligados ao diabetes

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Um gene que ajuda as células do músculo a queimar gordura pode ser radicalmente alterado e desligado se as células que o possuem são expostas a gordura. A descoberta, divulgada na revista "Cell Metabolism", sugere que o mesmo processo pode ocorrer quando pessoas comem "junk food" demais, com excesso de gordura, o que resulta em mudanças drásticas para este gene "queimador" dela.

"De alguma forma, o ambiente joga com os genes que nós temos", diz a líder do grupo de pesquisa, Juleen Zierath, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia. Ela diz que as descobertas de sua equipe fornecem novas pistas para mostrar como isto acontece, e podem ajudar a explicar como o diabetes tipo 2 se desenvolve na idade adulta.

Paciente faz exame de diabetes; gene que ajuda células a queimar gordura é desativado se suas células são expostas a gordura

Uma possibilidade, ela diz, é que as células alteradas se tornam tão cheias de gordura não queimada que elas se tornam "diabéticas", e não aceitam mais sinais do hormônio insulina, o que normalmente deveria ativar a absorção de glicose da corrente sanguínea.

Mas a prova de que componentes na dieta podem permanentemente alterar genes é ela mesma um avanço, fornecendo a primeira evidência de que a comida que comemos pode mudar a função de nosso DNA. Este é um processo conhecido como "epigenética".

Gordura desliga genes

Neste estudo, o DNA em si permanece inalterado, exceto por um processo-máscara chamado "metilação", que pode permanentemente desativar um gene ao "tampar" unidades químicas individuais.

Anteriormente, no mesmo grupo de experimentos, os pesquisadores descobriram que células musculares de pessoas com diabetes tipo 2 já mostraram estas reveladoras alterações epigenéticas em seu DNA. Isto ocorreu particularmente no gene PGC-1, que orquestra programas metabólicos críticos com a queima de gordura na mitocôndria, a câmara de geração de energia celular.

Por outro lado, as células musculares saudáveis de não diabéticos funcionaram normalmente.

O resultado mais importante veio quando um membro da equipe, Romain Barrés, expôs as células musculares saudáveis ao ácido palmítico, gorduroso e comestível. Ele descobriu que o gene PGC-1 se tornou "metilado", como acontece nas pessoas com diabetes.

"O ácido palmítico essencialmente desativa o gene", diz Zierath. O mesmo aconteceu com a exposição ao fator de necrose tumoral-alfa, uma substância produzida por glóbulos brancos para ajudar a combater a infecção.

da New Scientist

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